TSE nega envolvimento da Smartmatic nas urnas eletrônicas do Brasil após declarações de Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou publicamente que a empresa venezuelana Smartmatic não participou da fabricação ou programação das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras. A declaração foi feita após o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, mencionar durante um encontro com diplomatas que parte dos equipamentos usados no país pertenceria à empresa.
O posicionamento do TSE foi reforçado com base em comunicado divulgado em 2020 pela página Fato ou Boato, que já havia negado a atuação da Smartmatic nas eleições. O tribunal destacou que o desenvolvimento e a fabricação das urnas foram realizados por técnicos da Justiça Eleitoral e empresas escolhidas por meio de licitações públicas.
Segundo o TSE, a Smartmatic firmou contratos apenas para serviços relacionados à conexão de dados e voz. A empresa chegou a participar de uma licitação para a fabricação de urnas destinadas às eleições de 2020, mas perdeu a concorrência para a Positivo.
Durante o evento Debating Brazil, promovido pelo The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação, Flávio Bolsonaro também citou um documento desclassificado da CIA sobre denúncias de fraude eleitoral na Venezuela. O relatório, no entanto, não chegou a concluir que houve irregularidades no país entre 2004 e 2020.
A declaração do senador gerou reações em diferentes setores e ressuscitou debates sobre a confiabilidade do sistema eleitoral nacional. A coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro destacou que o pré-candidato não questionou a integridade das urnas, apenas relata fatos disponíveis publicamente.
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Com informações da Revista Oeste

