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UE cobra Meta para revisar design de aplicativos após acusação de violação de normas digitais
A Comissão Europeia revelou nesta sexta-feira que a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, deve reformular características do design dos aplicativos ou enfrentar multas. De acordo com o órgão regulador, as plataformas estariam em desacordo com a Diretiva sobre Serviços Digitais (DSA), devido à utilização de elementos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações e algoritmos personalizados.
Segundo a Comissão, essas funcionalidades promovem comportamentos compulsivos, mantendo os usuários em um estado de “modo automático”, o que pode impactar níveis de sua saúde física e mental. O órgão afirma que a Meta não realizou uma avaliação adequada dos riscos associados ao design viciante das plataformas, especialmente para menores de idade e adultos vulneráveis.
A Comissão também acusa a empresa de negligenciar evidências sobre o tempo que as crianças passam usando Instagram e Facebook durante a noite. Funcionalidades como Reels e Stories são apontadas como fatores que incentivam o uso excessivo dos serviços.
“As medidas atuais da Meta não fornecem abordagem efetiva aos riscos decorrentes do design viciante”, afirma a Comissão. “Por exemplo, as ferramentas de gerenciamento de tempo disponíveis no Instagram e Facebook, que são ativadas por padrão para adolescentes, podem ser facilmente ignoradas e não reduzidas para uma redução significativa no uso dos serviços.”
A solicitação à Meta é a desativação de funcionalidades como reprodução automática e rolagem infinita por padrão, além da implementação de pausas regulares para o uso da tela. Também é necessário que os algoritmos de recomendação sejam ajustados para reduzir o foco no engajamento dos usuários.
Os resultados do processo ainda não são definitivos. A Meta terá a oportunidade de revisar as evidências demonstradas e apresentar uma resposta formal. Caso os fatos se confirmem, a empresa pode ser multada em até 6% de seu faturamento anual global.
A Meta ainda não respondeu ao pedido de comentário do TechCrunch.
Contexto recente
- Segunda infração: Esta é a segunda vez que a Comissão Europeia identifica por parte da Meta. Em abril, foi constatado que a empresa falhou em impedir crianças com menos de 13 anos de acesso ao Facebook e Instagram.
- Pressões no exterior: A Meta também enfrenta investigações nos Estados Unidos para não proteger os usuários jovens. Recentemente, uma empresa informou que quatro estados norte-americanos buscam uma multa de US$ 1,4 trilhão por acusações de que os aplicativos foram projetados para viciar jovens e ter enganado o público sobre sua segurança.
Com informações do Techcrunch



