Valar Atomics busca novo financiamento com avaliação de US$ 6 bilhões

Valar Atomics busca novo financiamento com avaliação de US$ 6 bilhões

Crédito da imagem: TechCrunch

Valar Atomics busca nova rodada de capital com avaliação de $6 bilhões

A startup Valar Atomics, especializada no desenvolvimento de reatores nucleares modulares de pequeno porte (SMRs), está em negociações para arrecadar um novo ciclo de investimentos. Segundo três fontes familiarizadas com a empresa, a companhia, que tem apenas três anos de existência, pretende obter uma valorização de cerca de US$ 6 bilhões. A Sequoia Capital está posicionada para liderar a operação, segundo as mesmas fontes.

O anúncio foi inicialmente publicado por A informaçãoque destacou que a empresa sediada em El Segundo, Califórnia, um financiamento de US$ 1 bilhão. Parte desse capital já foi captada anteriormente, mas sob uma valorização inferior à atual.

Histórico de captação e contexto do setor

De acordo com informações obtidas por TechCruncha Valar Atomics já arrecadou US$ 450 milhões — composto por US$ 340 milhões em capital próprio e US$ 110 milhões em dívida — sob uma valorização de US$ 2 bilhões, conforme reportado pela Bloomberg em março.

Nas últimas semanas, os investidores têm adotado estratégias de captação em parcelas, com diferentes valorizações, algo que se tornou mais comum no ambiente atual de fundos para startups tecnológicas. Essa prática pode gerar a impressão de que o capital foi investido sob uma única avaliação, mas na realidade, diferentes acionistas podem pagar preços diferentes pelo mesmo negócio — um fator crucial em um setor marcado por comparações entre empresas emergentes.

A Sequoia e a Valar Atomics não comentaram sobre as negociações. No entanto, há novidades recentes: a empresa declarou que o seu reator nuclear apresentou energia a um chip de IA da Nvidia. Paralelamente, foi anunciada uma parceria entre Valar e Nvidia para explorar o uso do poder nuclear na alimentação de centros de dados futuros.

Crescimento no contexto de demanda crescente

A ascensão da Valar ocorre em um momento de alta demanda por energia, especialmente em centros de dados. As projeções indicam que a necessidade de eletricidade por parte dessas instalações crescerá significativamente nos próximos anos. No entanto, regiões muito ainda estão distantes da capacidade necessária para atender essa demanda, abrindo espaço para soluções inovadoras como os reatores nucleares.

A tecnologia nuclear, historicamente desafiada por custos elevados e obstáculos regulatórios, está se tornando uma das áreas mais observadas no boom de infraestrutura para IA. A Valar conta com apoio de figuras importantes do setor, como Palmer Luckey, fundador da Anduril, e Shyam Sankar, CTO da Palantir. Outras empresas também estão no radar, como Kairos Power e TerraPower (com o apoio de Bill Gates), além da NuScale Power, única empresa com aprovação regulatória dos EUA para SMRs.

A tecnologia da Valar baseia-se num reator de gás a alta temperatura refrigerado por hélio. A empresa afirma que pretende construir centenas desses reatores para centros de dados alimentares. Apesar do potencial teórico de redução de custos, a tecnologia ainda está em fase inicial, e não se sabe com certeza quanto tempo levará para atingir a escala industrial.

Conflito legal e histórico do fundador

No cenário jurídico, a Valar adotou uma postura firme contra a Comissão Reguladora Nuclear (NRC). No ano passado, uma empresa se uniu a estados e startups concorrentes para comprar a NRC, argumentando que a agência aplica um processo de licenciamento longo e burocrático para reatores vários pequenos, igual ao usado para plantas comerciais completas. O caso ainda não foi resolvido, com pausas recorrentes no litígio, o que sugere a possibilidade de uma negociação.

A Valar foi fundada por Isaiah Taylor, um jovem de 27 anos que abandonou a escola aos 16. Antes de criar a empresa, ele já fundou duas startups. Em entrevistas públicas, Taylor destacou o orgulho de seu avô distante trabalhado como físico nuclear no Projeto Manhattan.

Com informações do Techcrunch