PL define até agosto a vice de Flávio Bolsonaro; Tereza Cristina é apoiada por Valdemar
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, defendeu publicamente a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais de 2024. Em entrevista ao O Globo, o dirigente partidário destacou a importância do carisma de Tereza Cristina para atrair eleitores, em contraste com a percepção de que Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, carece de apelo massivo.
A declaração ocorreu em meio a debates internos no PL sobre a composição da chapa. Daniella Marques, que liderou a Caixa nos últimos meses do governo Jair Bolsonaro (PL), é vista como uma opção estratégica por sua experiência e conexões com o mercado financeiro. No entanto, Valdemar argumenta que seu perfil profissional não se traduz em potencial de mobilização eleitoral.
“A Tereza Cristina tem carisma, algo essencial para um pleito presidencial. Essa característica puxa votos”, afirmou Valdemar, destacando a necessidade de uma figura com capacidade de agregação no cenário político atual. Ele ressaltou que, embora Daniella Marques seja “competente e respeitada”, sua trajetória não inclui histórico eleitoral.
Segundo o líder do PL, a decisão final sobre a vice-candidatura depende de Flávio Bolsonaro, mas o partido tem até 5 de agosto para formalizar a escolha. A convenção partidária está marcada para 25 de julho em São Paulo, embora Valdemar tenha sinalizado que o anúncio pode ser adiado.
“Nós podemos deixar a vice-candidatura aberta até 5 de agosto, permitindo que a Executiva Nacional negocie alianças e defina outras candidaturas”, explicou. O prazo coincide com o limite legal para convenções partidárias, mas o partido não descarta alternativas ao formato tradicional.
Enquanto isso, a disputa pela imagem do candidato bolsonarista ganha relevância. Tereza Cristina, cuja ligação com o PL é recente, enfrenta desafios para consolidar sua identidade eleitoral, enquanto Daniella Marques mantém laços com o ex-ministro Paulo Guedes e setores conservadores do mercado.
Com informações da Revista Oeste


