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Motor revolucionário da Venus Aerospace atrai atenção global e reorienta estratégia da empresa
A inovação em propulsão aeroespacial ganhou um novo protagonista com o desenvolvimento do Motor de foguete de detonação rotativo (RDRE)tecnologia que promete transformar a eficiência de lançamentos espaciais e sistemas hipersônicos. A Venus Aerospace, empresa fundada em 2020 pelo casal Sassie Duggleby (CEO) e Andrew Duggleby (CTO), está no centro desse avanço.
Originalmente, a startup tinha como objetivo criar aviões comerciais hipersônicos com emissões reduzidas. No entanto, após demonstrar com sucesso o motor RDRE em maio de 2024, a prioridade da empresa mudou significativamente.
“Quando realizamos nosso primeiro voo no ano passado, percebemos que o mercado estava pronto para adotar essa tecnologia. O feedback foi surpreendente: ‘vocês têm um RDRE funcional, poderiam comercializá-lo?’ Isso não era exatamente o que esperávamos”, explicou Sassie Duggleby.
Agora, a Venus está equipada sem desenvolvimento de armas hipersônicasmodernizando motores tradicionais em mísseis por sua propulsão e também em veículos espaciais de interesse militar. “Nossa arquitetura combina eficiência, controle de potência, reutilização e fabricação escalável — recursos essenciais para missões de defesa e exploração espacial”, afirmou Andrew Duggleby.
Financiamento e parcerias fortalecem o crescimento
A empresa anunciou hoje um investimento de US$ 90 milhões na rodada Série B, liderada pelo Mercury Fund. Outros participantes incluem Lockheed Martin Ventures, MESH, PEAK6, Draper Associates, Starboard Star Venture Capital e Green Sands Equity. Os recursos serão usados para testes e desenvolvimento de projetos específicos com clientes potenciais.
- 2020: Primeiro teste do RDRE na Universidade da Flórida Central
- 2022: Demonstração terrestre pela NASA
- 2021: Teste espacial de curta duração pela JAXA (agência japonesa)
- 2025: Primeiro voo orbital com RDRE realizado pela Venus Aerospace
O conceito do RDRE, idealizado na segunda metade do século XX, utiliza ondas de combustão supersônica em canais circulares para otimizar o uso de propelente. A complexidade física do sistema tornou-se uma tecnologia inacessível até recentemente, mas avanços em Impressão 3D e simulações computacionais permitiram progressos significativos.
A Vênus superou um dos maiores desafios da propulsão: manter o motor operacional sem danos por períodos prolongados. “Durante quatro anos, nossa equipe trabalhou para resolver a questão de como evitar o aquecimento excessivo do motor — e conseguimos”, destacou Sassie Duggleby.
Expansão da infraestrutura para testes críticos
No ano passado, a empresa recebeu uma concessão da Comissão Espacial do Texas para construir um novo estande de testes maiores. Atualmente, os motores são acionados por até 32 segundos em 600 experimentos — um tempo insuficiente para atender aos requisitos dos clientes, que exigem operações contínuas de 6 a 15 minutos.
Com essa nova infraestrutura, a Venus Aerospace busca consolidar sua posição como referência na redefinição da propulsão hipersônica e espacial. A tecnologia RDRE, antes considerada teórica, agora se transforma em realidade com aplicações concretas no setor de defesa e exploração do espaço.
Com informações do Techcrunch



