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Aaron Wan-Bissaka enfrenta a Inglaterra pela primeira vez em sua carreira na Copa do Mundo
O defensor da República Democrática do Congo, Aaron Wan-Bissaka, está prestes a vivenciar um momento histórico ao encarar a seleção inglesa nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O jogo acontece nesta quarta-feira no estádio de Atlanta, em um confronto que mistura memórias pessoais e desafios profissionais.
Um encontro marcado pela dualidade
O lateral-direito, escalado novamente como titular da equipe congolesa — terceira vez consecutiva após atuações contra Portugal, Colômbia e Uzbequistão — enfrentará os “Três Leões” pela primeira vez em sua carreira. Apesar de nascer em Londres, onde jogou pelas categorias de base da Inglaterra, Wan-Bissaka optou por defender a República Democrática do Congo após uma decisão pessoal em 2025.
Antes desse momento, o jogador já teve contato com a seleção inglesa. Em 2015, aos 17 anos, ele atuou pela equipe sub-17 da República Democrática do Congo em um amistoso contra os jovens “Três Leões”, que venceram por 8 a 0 — o último jogo em que o defensor participou das seleções juvenis do país.
Caminho até a mudança de nacionalidade
Após destacar-se nas categorias inferiores da Inglaterra, Wan-Bissaka esteve perto de integrar a seleção principal. Em 2019, foi convocado pelo técnico Gareth Southgate, mas uma lesão o impediu de participar. Desde então, não recebeu novas chamadas.
Em junho de 2025, o jogador anunciou publicamente sua decisão de representar a República Democrática do Congo, país de origem de seus pais. Os trâmites legais foram concluídos no mês de agosto do ano passado, e ele foi convocado pela primeira vez em setembro, contribuindo para a classificação da equipe africana à Copa do Mundo.
Contribuição silenciosa, mas decisiva
Apesar de não marcar gols ou dar assistências durante a fase de grupos, Wan-Bissaka teve papel fundamental na campanha da República Democrática do Congo. Sua atuação ajudou o time a conquistar sua primeira vaga em uma Copa do Mundo, marcando um feito histórico para o país.
Agora, o defensor enfrentará os “Três Leões” pela primeira vez como representante de uma seleção que, até pouco tempo atrás, era alvo de suas memórias. A decisão de trocar a camisa inglesa por outra não foi fácil, mas, segundo o próprio jogador, refletiu sua identidade pessoal e familiar.



