Zema acusa Lula de erro em política externa e tarifaço com EUA

Zema acusa governo Lula de erro na política externa após tarifas dos EUA

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) vinculou a escalada comercial entre Brasil e Estados Unidos ao modo como o governo Luiz Inácio Lula da Silva conduziu as negociações diplomáticas com Washington. Em crítica direta, Zema destacou que o Executivo federal “errou feio” ao lidar com a relação bilateral, apesar de considerar a decisão americana de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros equivocada.

A medida, confirmada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), entra em vigor em 22 de julho e afeta setores como etanol, máquinas agrícolas e papel. Embora produtos como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose tenham sido excluídos da sobretaxação, Zema argumenta que o governo brasileiro não agiu com responsabilidade para evitar a crise.

Críticas ao Planalto

No vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que a política externa foi usada como “palanque eleitoral” e que uma abordagem mais sólida poderia ter minimizado os impactos. “Criou atritos desnecessários”, destacou.

“Se tivesse agido com responsabilidade, poderia ter evitado essa retaliação.”

Zema reconheceu que a medida americana é prejudicial ao Brasil, mas reforçou que a condução do governo federal não justifica a adoção das tarifas. “O Brasil precisa ser respeitado”, afirmou.

Contexto da investigação

A decisão dos EUA baseia-se em uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O USTR apontou como motivos principais o sistema de pagamentos Pix, restrições ao acesso do etanol americano ao mercado brasileiro, questões sobre desmatamento ilegal e práticas relacionadas à pirataria.

A ampliação das exceções na lista de produtos afetados ocorreu após negociações entre os governos de Lula e Trump, além de audiências com setores produtivos. No entanto, as conversas não foram suficientes para eliminar as práticas consideradas problemáticas por Washington.

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Com informações da Revista Oeste