O ex-presidente Fernando Collor de Mello pediu desculpas nesta segunda (18) pelo confirsco de parte do saldo de cadernetas de poupança e contas-correntes durante seu
governo, em 1990.
No Twitter, onde tem estado bastante ativo e trabalhado sua imagem, Collor disse que foi uma decisão “dificílima” tomada para tentar contar a hiperinflação que chegava a 80% ao mês.
Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!
— Fernando Collor (@Collor) May 18, 2020
O chamado plano Collor limitou saques a 50 mil cruzeiros. O governo afirmava que a ideia era controlar a inflação e liberar o dinheiro um ano e meio depois.
A inflação só foi controlada com o Plano Real, em 1994. Até hoje segue na Justiça a discussão sobre a perda dos poupadores com o Plano Collor.
Recentemente, Collor aumentou sua presença nas redes sociais. No Twitter, interage muito e usa do bom humor para tentar construir uma nova imagem diante do público. Ele comentou BBB (torcia por Babu), seu uso de gel nos cabelos e fez uma tirada quando questionado sobre um escândalo no seu governo. “Fala que o Fiat Toro (carro divulgado no reality da Globo) é a evolução da Elba”. Um Elba foi pivô das denúncias que acabaram com impeachment do presidente, em 1992. “Evolução da Elba deve ser a Palio Weekend. A Toro deve ser a evolução da Strada, não?”, respondeu Collor.
Fonte: Correio 24 Horas


