Com pandemia e evolução do mercado, o consumo de conteúdo móvel tende a crescer. Mercado movimenta bilhões de dólares anualmente em todo o mundo.

Desde o início da pandemia de Covid-19, a tecnologia tem se tornado cada vez mais importante da vida da população. Atividades antes feitas de maneira física, como ir ao mercado, pagar contas e até mesmo socializar com amigos e família, passaram a estar na palma da mão de todos, sendo feitas pelo celular.
Ainda assim, nem todos sabem que a tendência é muito anterior à doença. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2013 (Pnad Contínua 2013), o acesso à internet por meio do celular já estava presente em metade dos lares brasileiros. Entre os fatores por trás disso estavam a baixa do dólar, que barateou equipamentos como tablets e smartphones, e os avanços na tecnologia, que também foram primordiais na redução dos preços.
O setor de mídia e entretenimento é um dos segmentos econômicos que também tende a experimentar um período de prosperidade na esteira dessa tendência. Dados da 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, da PwC, mostram que esse ramo terá um crescimento médio de 4,2% nos próximos cinco anos, e atingirá um faturamento de US$ 2,23 trilhões já em 2021. Segundo especialistas, o aproveitamento das plataformas móveis deve ser a locomotiva que impulsionará a alta nessas cifras. A ascensão de redes sociais como Instagram e TikTok, pensadas especificamente para celulares, é a prova disso.
Brasil é a próxima grande aposta do mercado mobile
Segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem uma população que ultrapassa os 190 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, a economia do país costuma figurar entre as 10 maiores do mundo, ainda que em tempos de depressão. Por conta disso, o país não costuma passar despercebido por empresas dos mais diversos segmentos – inclusive do mercado mobile.
De fato, as estatísticas revelam que, cada vez mais, os brasileiros procuram investir em gadgets mais potentes. Uma pesquisa da fabricante Samsung revela que o consumidor do país costuma trocar de smartphone a cada um ano e um mês. Em 49% dos casos, a substituição se dá devido ao desejo de contar com um aparelho mais sofisticado.
Ao mesmo tempo, os brasileiros são consumidores assíduos de conteúdos pela internet. Jogar em cassinos online, por exemplo, tem se tornado cada vez mais comum: como os estabelecimentos de apostas e jogos de azar são proibidos em todo o território nacional, as páginas hospedadas no exterior são uma saída para não violar a lei.
Outro exemplo do uso intensivo de plataformas móveis pelos brasileiros é o app TikTok. A ferramenta, de origem chinesa, chegou ao Brasil em 2019 e já ultrapassou a marca dos sete milhões de usuários no país. Por mais que o número seja tímido quando comparado às cifras de outras redes, como YouTube e Facebook, o app chinês tem apresentado uma taxa de crescimento muito mais acelerada.
O online não acabará com o ao vivo
Apesar de o mercado mobile estar em franco crescimento, isso não significa que as atividades presenciais, realizadas ao vivo e a cores, estejam com os dias contados. Pelo contrário: ao se observar o comportamento das velhas mídias em face ao surgimento das novas, a tendência é que ambas se mesclem.
Na atualidade, o melhor exemplo disso é a realidade aumentada. Trata-se de um recurso que permite projetar elementos digitais no mundo real. Essa tecnologia se popularizou graças ao PokémonGo!, aplicativo que permite caçar os animais digitais de forma física ao redor do mundo.
À medida que a realidade aumentada se torne mais avançada e acessível, a tendência é que o seu uso seja cada vez mais frequente. Quem gosta de jogar em cassinos online, por exemplo, terá uma experiência ainda mais imersiva, podendo interagir com elementos do ambiente digital como se fossem físicos.
A internet das coisas é outro ramo da tecnologia mobile que tende a se popularizar à medida que a tecnologia avançar. Esse recurso permitirá conectar uma série de objetos, desde eletrodomésticos a casas inteiras, à rede. Desse modo, o item em questão poderá ser controlado da tela do celular: quem esquecer a porta de casa destrancada poderá fechá-la à distância; quem vive em uma região fria poderá ajustar o termostato da residência a partir do celular e assim por diante.
Para que todas essas potencialidades se transformem em um elemento da realidade das pessoas, é imprescindível contar com uma excelente conexão à internet. Novamente, essa inovação está em vias de se tornar concreta: governos de diversos países, inclusive do Brasil, já se organizam para leiloar as frequências do 5G, que promete ser mil vezes mais rápido que o 4G. Uma vez que essa tecnologia esteja operante, o mercado mobile se tornará ainda mais avançado, gerando emprego, renda e proporcionando recursos até então inimagináveis à vida da população.


