Fiscalização também fez soltura de 5.200 camarões e peixes. Jacaré dos Homens e Monteirópolis foram multadas por descarte de lixo.

A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco realizou, na segunda-feira (25), uma apreensão de 1350 armadilhas irregulares para capturar crustáceos.

Na ocasião, também ocorreu a soltura de 5.200 espécimes de camarões e peixes. A operação foi realizada entre Penedo , interior de Alagoas, e Santana do São Francisco, em Sergipe.

As armadilhas foram confeccionadas com tela plástica ou talas, cujo espaçamento era inferior ao que a lei permite. Nenhum infrator foi localizado.

“Esses petrechos ilegais geram um grande impacto à biota local, visto que os espécimes de crustáceos são capturados na sua fase juvenil, não alcançando a maturidade reprodutiva. E no trecho do Rio São Francisco próximo a cidade de Pão Açúcar foram recolhidas 3.500 metros de rede com malha inferior ao permitido”, explicou o chefe do Setor de Fiscalização do Ibama, Rivaldo Couto.

Couto também afirmou que um grande diferencial desta etapa da FPI foi a realização de sete flagrantes por crimes de pesca e porte de armas de fogo ilegais, que rendeu a condução de seis pescadores às delegacias regionais de Penedo e Batalha.

fiscalizacaoOs integrantes da FPI do São Francisco também fizeram inspeção naval em 13 embarcações. Entre elas, encontravam-se nove lanchas de transporte de passageiros, duas lanchas de esporte e recreio, uma balsa e uma canoa tipo rabeta. Duas embarcações foram notificadas e uma acabou sendo lacrada.

Lixo hospitalar

Além disso, a FPI também multou as duas prefeituras por manter unidades de saúde com várias irregularidades, dentre elas, o descarte ilegal de lixo hospitalar. Foram visitados o Centros Municipal de Saúde Prefeito Antônio Figueiredo, em Jacaré dos Homens, e o Centro de Saúde Doutor Eurico Geraldo Santana, em Monteirópolis, ambos no Sertão de Alagoas, onde foi constatada a mistura de lixo hospitalar com lixo comum, descartados em matadouro municipal.

“O caso mais grave foi a da primeira instituição. Ela possui um incinerador e uma cisterna, aparentemente desativados, onde ficam armazenados de forma irregular cerca de 8m³ de resíduos de saúde contaminados”, destacou o tenente Wenderson Viana.

Além da contaminação, os centros de saúde não possuíam licença ambiental, plano de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde, projeto contra incêndio e pânico, responsável técnico pelos condicionadores de ar, certificado de dedetização e desratização. Além disso, foi flagrada uma quantidade enorme de medicamentos e materiais para procedimentos médicos com prazos de validade vencidos.

Por essa razão, cada um deles recebeu uma multa de quase R$ 36 mil e uma notificação para retirar o material contaminado, num prazo de 48 horas, por meia de empresa especializada. Eles também deverão realizar o descarte dos resíduos de forma correta.

Resgate de animais

Nas cidades de Batalha e Arapiraca, a fiscalização realizou o resgate de mais de 500 animais, entre eles, pássaros, um tatu e um cágado. Os animais estavam engaiolados e sendo vendidos em feiras. Ao todo, o Batalhão de Policiamento Ambiental encaminhou quatro pessoas para a Delegacia Regional de Arapiraca por conta do cometimento dos crimes de venda de espécies silvestres e maus-tratos.

 

Fonte: G1/AL