Policiais civis da Delegacia Regional de Penedo, sob o comando do Delegado Regional Gustavo Xavier e com o apoio do GPJ3, coordenado pelo Delegado Mário Jorge, realizaram nesta terça-feira, 03, a segunda fase da operação que teve início há duas semanas.

A estimativa do prejuízo causado ultrapassa a soma de R$ 400 mil reais.

De acordo com informações da Polícia Civil, foram presos hoje em Penedo o advogado João Paulo Duarte Pereira e o taxista Flávio Firmino da Silva, vulgo “Totô”. Em Maceió, a mesma operação prendeu Jairo Xavier Costa Júnior, identificado como filho do juiz Jairo Xavier.

A Polícia Civil esclarece que os mandados de buscas e prisão foram expedidos pelo Juiz Antônio Wanderley Casado da Silva, titular da 4° Vara Criminal da Comarca de Penedo, sendo o cumprimento das ordens realizadas na presença de representantes da OAB.

A Polícia Civil informa que ainda que Djenal Alves da Silva também tem mandado de prisão em aberto, mas como não foi localizado durante as diligências realizadas em Penedo e já é considerado foragido.

João Carlos Renovatto

Primeiro advogado preso em Penedo no trabalho desenvolvido pela Polícia Civil de Alagoas com apoio do Poder Judiciário, o advogado João Carlos Renovatto foi informado que tem mais dois mandados de prisão contra ele.

O comunicado ao advogado preso em 27 de agosto foi levado por agentes da Delegacia Regional de Penedo até Maceió. João Carlos Renovatto está preso na Sala de Estado Maior do presídio Baldomero Cavalcante.

Segundo o delegado Gustavo Xavier, os presos integram um grupo suspeito de se beneficiar com valor liberado em ação de execução judicial, usando recurso de fraude. A ação fraudulenta foi impetrada na Vara Cível de Penedo e resultou em prejuízo de mais de R$ 220 mil reais para uma família residente no estado do Rio Grande do Sul.

A Polícia Civil informa ainda que as prisões ocorridas no dia de hoje aconteceram em razão da descoberta de mais prejuízo causados por fraude em ação judicial. A estratégia investigada também causou prejuízo de mais de R$ 200 mil reais a uma família residente no Rio de Janeiro.

O modus operandi da suposta quadrilha aponta para a utilização de “procedimentos fraudulentos similares aos que ocorreram na primeira fase da operação”, informa a Polícia Civil de Alagoas.

Os presos foram encaminhados para a delegacia Regional de Penedo para a realização dos procedimentos legais. Em seguida, eles ficarão à disposição da justiça, conclui a divulgação da equipe responsável pela operação.